sábado, 9 de abril de 2011

(Me) O Sermão da Montanha (*versão para educadores*)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade vos digo:
Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque..?
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para o levantamento dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais? Tá trabalhando letramento??

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular...

(Me) Perguntas e ordens

"Você já escovou os dentes?"

"Você já estudou?"

"Você já fez a lição?"

"Você já arrumou o seu guarda-roupas?"

Certamente essas e outras perguntas você, como pai ou mãe, já fez centenas de vezes aos filhos.

Também já deu outras tantas vezes as seguintes ordens:

"Vá tomar banho."

"Vá lavar as mãos."

"Venha almoçar."

"Vista o uniforme que já está na hora!"

"Penteie o cabelo."

Todas essas preocupações são procedentes e é natural que as tenhamos sempre em mente.

Mas você já se deu conta de que quase todas dizem respeito ao bem estar físico do seu filho?

Quantas vezes você já perguntou ao seu filho se ele está feliz?

Se ele tem sido gentil com os seu amigos?

Se dormiu bem, se teve pesadelos ou se sentiu medo à noite?

Se tem agido com cordialidade com seus colegas de escola.

Se ele é honesto em todas as ocasiões que se apresentam.

Você já perguntou ao seu filho se ele gosta de todas as atividades que você lhe impõe? Ou simplesmente ordena e quer ser obedecido?

Afinal, você leva em conta os sentimentos do seu filho?

Há pais que desejam que os filhos façam tudo o que eles não puderam fazer e não se questionam quanto aos gostos e desgostos das crianças.

Desejam realizar-se através dos filhos e não percebem que os filhos anseiam pode ser outra coisa, completamente diferente.

E não se dão conta, esses pais, que desrespeitando os sentimentos e tendências dos filhos os farão tão infelizes quanto eles mesmos o foram.

É graças a esse tipo de comportamento dos pais, que muitos jovens se infelicitam a ponto de apelar para as drogas numa tentativa de sufocar as necessidades não atendidas.

Pode ser também por causa desse tipo de ação dos pais que muitos adolescentes usam drogas para serem aceitos no grupo, pois eles aprenderam que sempre têm que fazer o que os outros querem, para que os aceitem.

Nesses dias de tantos desentendimentos entre pais e filhos, é importante fazer uma pausa para refletir sobre o assunto.

É preciso fazer uma análise dos valores que estamos passando às crianças diariamente e, se for preciso, refazer o passo.

Se é válido que nos preocupemos com a sua saúde e o seu bem-estar físico, é imperioso que cuidemos bem da sua saúde psíquica e moral.

A fase da infância passa rápido, mas o ser espiritual leva para o resto da existência as bases que recebeu nesse período.

Por essa razão, antes de fazer as perguntas e dar as ordens habituais ao seu filho, lembre-se também do seu bem-estar no campo dos sentimentos e inclua-o em suas preocupações diárias.

Você sabia?

Você sabia que os problemas ocorridos dentro do lar são o principal motivo que leva adolescentes e jovens às drogas?

Esses dados são resultado da pesquisa feita pelo IBOPE, encomendada pela Associação Parceria Contra as Drogas que foi publicada no jornal Gazeta do Povo.

Isso nos leva à concluir que a chave para a solução desse terrível mal social, está dentro de casa e se chama amor e disciplina.

TRAJEDIA NO RIO DE JANEIRO (ABRIL/2011)

Rogamos ao Pai todo poderoso que ilumine as pequenas vidas, que de forma absurda foram tiradas do nosso planeta. Que estes pequenos seres iluminados passem a ser as novas Estrelas Brilhantes da nossa constelação do amor. Que este momento sirva para todos nós de reflexão de quão frágil é a vida. Ame intensamente e incondicionalmente. Talvez não dê tempo.

ADONAI ZANONI

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ORAÇÃO DA ARMADURA DE DEUS

ORAÇÃO DA ARMADURA DE DEUS

Pai celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da Vossa armadura, para que eu possa permanecer firme contra satanás e todo o seu exército e, em nome do Senhor Jesus, vencê-lo.
Tomo a Vossa verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso.
Tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de satanás.

Faça um exame de consciência e peça a libertação de todos os maus pensamentos, dos registros negativos, das frustrações, dos pensamentos de abandono
Tomo o equipamento do Evangelho da paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo.
Diga quais são as ações do inimigo na sua vida, drogas, alcoolismo e peça a libertação acreditando no poder no sangue de Cristo.
E, acima de tudo, eu tomo a Vossa fé para barrar o caminho da minha alma às dúvidas e incredulidades.
Peça que Deus aumente a sua fé, coloque as suas incredulidades e peça que Deus aumente e dê fervor à sua fé.
Tomo a Vossa salvação e confio em Vós para proteger o meu corpo e a alma contra os ataques de satanás. 
Tomo a Vossa Palavra e peço para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo.
Corte toda escravidão e a liberte de todo cativeiro.
Pense agora em que você precisa ser libertado, o que te aprisiona, o que te faz escravo, peça que Deus quebre todos os grilhões e que te liberte.
Eu creio Senhor, no poderoso Nome de Jesus Cristo, meu Senhor.
Revisto-me desta armadura, vivendo e rezando em completa dependência de ti, Bendito Espírito Santo.
Revisto-me desta armadura, me aproprio desta armadura Senhor, eu sou teu Senhor!
Amém.

Em Deus nós somos fortes!
Deus abençoe e proteja você.
Padre Reginaldo Manzotti
www.padrereginaldomanzotti.org.br
 


  

  

 


(Ma) Sob certa perspectiva, hoje estamos presos num sistema falido...

Sob certa perspectiva, hoje estamos presos num sistema falido e sem esperanças. Somos manipulados pela mídia, por poderosos que sugam a energia humana e que nos oferecem migalhas para sobrevivermos. Está na hora de quebrar as amarras e construirmos uma nova sociedade, mais equilibrada, mais sustentável e muito mais alegre.

Sabemos que o novo nos acerca para uma consciência de autenticidade, unicidade, clareza, integração e amor verdadeiro. Há necessidade de sair da dualidade, da falsidade, da mentira, dizer a verdade que vem do nosso coração. Este novo tempo é um tempo de visionários, dos que se animam a semear no deserto, com absoluta confiança de que estão semeando em uma terra fértil.

A chave é sermos Seres Verdadeiros, permanecendo fiéis a nós mesmos sem nos importar com o que nos traga a vida. Só assim podemos recuperar nosso poder pessoal, modificar e direcionar nossa vida para o autêntico e essencial.

Está na hora de mudarmos. Tomemos coragem e sigamos a nossa intuição na construção do novo planeta Terra. MOVIMENTO PLANETÁRIO MENTE GLOBAL.

Um forte abraço e boas mudanças.
ADONAI ZANONI

domingo, 3 de abril de 2011

(Me) A última corda

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho, outros, que ele era sobrenatural.

As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de assistir seu espetáculo.

Certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo.

A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro, ovacionado. Mas quando surgiu a figura de Paganini, triunfante, o público delirou.

Nicolo Paganini colocou seu violino no ombro, e o que se assistiu em seguida foi indescritível.

Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias, pareciam ter asas e voar com o delicado toque daqueles dedos virtuosos.

De repente, porém, um som estranho interrompe o devaneio da platéia: uma das cordas do violino de Paganini arrebentara.

O maestro parou. A orquestra parou. Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura ele continuava a tirar sons deliciosos de um violino com problemas.

O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar.

Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador: uma outra corda do violino do virtuose se rompe.

O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo. Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível.

O maestro e a orquestra, impressionados, voltam a tocar.

Mas o público não poderia imaginar o que aconteceria a seguir: todas as pessoas, pasmas, gritaram: Oohhh!

Uma terceira corda do instrumento de Paganini se quebra.

O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára. Mas Paganini... Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído.

Paganini atinge a glória. Seu nome corre através do tempo.

Ele não é apenas um violinista genial, mas o símbolo do ser humano que continua diante do impossível.

* * *

Este é o espírito da perseverança, da criatividade e habilidade perante os obstáculos naturais da vida no Mundo.

Lembremos desta história, todas as vezes que as cordas de nossos instrumentos se romperem.

Afirmemos no íntimo: Eu sei que posso continuar!

Afirmemos para a alma: Não é qualquer adversidade que irá me derrubar, que irá me fazer desistir!

Perceberemos então, com encanto, que muitas vezes nossas mãos calejadas, obrigadas a retirar sons de uma única corda, estão sendo amparadas por mãos invisíveis de Misericórdia.

Nunca estamos sozinhos no concerto da vida na Terra.

À maneira de um público empolgado que incentiva o artista, o Invisível nos dá forças, nos alimenta o ânimo, e nos aplaude cada vez que nos superamos.

Continuemos... Sem medo, sem hesitação.

Toquemos nossa música da alma para o céu azul ou para as estrelas. Contando com as quatro cordas de nossa rabeca, ou apenas com uma delas.

Não deixemos de tocar.

(Ma) Auto-acolhimento

:: Bel Cesar ::

Não importa a razão: quando nos sentimos desajustados em nós mesmos, tornamo-nos reféns de nossa própria autocrítica. Muitas vezes, quando passamos alguma vergonha (seja por algum motivo relevante ou não) ficamos presos a um estado interno que nos coloca cada vez mais para baixo. O mesmo pode ocorrer quando somos agredidos ou simplesmente fomos mal atendidos.

Quando o desconforto próprio ou alheio entra dentro de nós, só nos resta cuidar deste mal-estar. Se os outros (ou nós mesmos) nos tratam mal, ainda assim, podemos nos tratar bem! A alavanca para mudar este sistema é saber nos auto-acolher.

Auto-acolhimento é estar disponível para nós mesmos: abrir espaço interior para nos recebermos. Mas, se nossa linguagem interna soar hostil, não iremos querer nos auto-escutar. Naturalmente, se nos sentirmos desconfortáveis, vamos querer cair fora, mas para onde ir quando o mal-estar está instalado em nosso íntimo?

A primeira coisa a fazer é parar de nos colocar para baixo. Dizer a nós mesmos repetidas vezes: "Ok, isso de fato ocorreu, agora cabe a mim diluir esse impacto, escolho me auto-acolher". Quando agimos assim, acionamos nossa base interna de segurança, pois, passamos a estar disponíveis para nos receber ao invés de nos criticarmos ainda mais.

Auto-acolher-se não quer dizer ser condescendente com os próprios erros. Mas, sim, tratar a nós mesmos com gentileza à medida em que admitimos nossas falhas.

Auto-acolher-se não quer dizer justificar nossa fraqueza como vítimas de consequências injustas. Mas, sim, dar a nós mesmos a chance de nos levantarmos assim que caímos.

Quando pararmos de nos rejeitar, conseguiremos nos aproximar de nós mesmos a ponto de escutar nossas reais necessidades internas. A questão é que muitas vezes estamos tão sobrecarregados pela sensação de não nos sentirmos atendidos, que sequer conseguimos escutar nossos pedidos internos. Mas, à medida em que permanecemos ao nosso lado, mesmo que inconformados com o ocorrido, passamos a nos escutar.

Validar nossas necessidades é outra forma de nos auto-acolher. Depois que reconhecemos o direito de nos darmos algo, agora precisamos agir de modo coerente para recebê-lo. Se quisermos ser respeitados em nossos limites, precisaremos inicialmente ser sinceros para reconhecê-los.

Por exemplo, muitas vezes dizemos sim, quando na realidade queríamos dizer não, simplesmente porque não levamos a sério nossos limites e necessidades. Isso ocorre porque não aprendemos a escutá-los. O medo de lidar com a decepção alheia é um reflexo da incapacidade de nos auto-acolhermos diante de nossos próprios limites!

Portanto, podemos sempre ampliar nossas possibilidades internas na medida em que nos mantivermos em contato com nossa base interior. Esta não é uma atitude egocentrada, na qual o outro não é levado em consideração. Mas simplesmente parte do processo diário do desenvolvimento interior. Sabermos nos respeitar é uma forma saudável de liberarmos o outro de nossas expectativas exageradas.

Quando nos auto-acolhemos, podemos ser quem somos. Livres da pressão interna de corresponder a expectativas que ainda não estamos prontos para cumprir, podemos relaxar e gradualmente gerar novas forças para seguir adiante. Uma vez confortáveis com nossa base interior, podemos nos preparar para receber melhor o outro, seja em sua alegria ou desconforto...