quarta-feira, 9 de novembro de 2011

(A) TRATAMENTO DA SÍNDROME DO PÂNICO

O Síndrome de Pânico é um tipo de ansiedade crônica e os seus sintomas são muito similares a um ataque cardíaco, a sensação que você está fora da realidade e a ameaça iminente de morte acompanha esses sintomas físicos… Felizmente existem vários tipos de tratamento do Sindrome do Pânico. Da primeira vez que isto acontecer você pode ir parar às urgências no hospital e esse não é o tratamento adequado para a situação. Para controlar os sintomas do Síndrome de Pânico você tem de tomar passos para os prevenir.
A opção de tratamento mais comum para o Síndrome de Pânico é o uso de anti-depressivos. A única coisa que estes medicamentos podem fazer é que quando as pessoas acreditam neles, elas melhoram (mas não por causa dos medicamentos). Todos estes medicamentos têm efeitos secundários e está cientificamente provado que quem toma anti-depressivos corre um risco elevado de ter problemas de depressões mais graves no futuro, mas não causam Dependência Química.
A medicação não serve para tratar de um problema psicológico, ela apenas põe os sintomas em pausa. Se a pessoa quer realmente ficar livre da Síndrome do Pânico a cura deve vir da sua mente.
A opção mais viável é uma terapia cognitiva e comportamental. Este método utiliza a visualização, técnicas de respiração e relaxamento para evitar e lutar contra os sintomas do Síndrome de Pânico.
Outra opção para as pessoas que sofrem da Síndrome de Pânico é enfrentar os seus medos. Para alguns pacientes, confrontar gradualmente as situações que causam a Síndrome de Pânico pode ajudar a eliminar os ataques de ansiedade. Existem um método neste tratamento e deve ser feito por um médico ou um psicólogo de forma a não agravar o problema.
Uma parte essencial para tratar a Síndrome do Pânico é o entendimento da doença e da situação. A Síndrome do Pânico é um problema que está na sua cabeça e este não se resolve com um comprimido que altera o estado químico do seu corpo.
Ao entender as diferentes opções que tem para tratar da Síndrome de Pânico para o ajudar a controlar os ataques, a pessoa consegue uma vida livre do sofrimento de paranóia constante pelo próximo ataque de ansiedade.
Ao saber o que vai acontecer quando tem um ataque de pânico, pode utilizar esta informação valiosa para ajudar outras pessoas que estão na mesma situação. As outras pessoas vão apreciar os seus esforços e conhecimentos que tem sobre esta doença crônica. E isso ajuda também no seu tratamento.
A capacidade de encorajar alguém a ir falar com o seu médico é boa mas devido à natureza do Síndrome de Pânico muitas pessoas tem medo de pedir ajuda a um psicólogo. Outra forma de ajudar estas pessoas é ensinar algumas técnicas de relaxamento e exercícios de respiração que funcionam bem. Estas técnicas não são muito eficientes mas são um começo. Além de saber os diferentes tratamentos do Síndrome de Pânico a pessoa livra-se  da agonia de pensar que não tem cura ou que vai ser assim para sempre.

(A) OS MITOS DA SÍNDROME DO PÂNICO:

Existem vários mitos e más interpretações relacionadas com a Síndrome do Pânico. A frase “Vou ficar maluco?” aparece sempre na mente das pessoas quando têm os seus primeiros ataques de pânico. Primeiro é preciso saber quais são as manifestações físicas e mentais da Síndrome do Pânico e saber quais são os sintomas mais comuns. É compreensivel ter medo de ficar "maluco" quando se sofre de ataques de pânico iniciais. A maioria das pessoas sabe pouco sobre esta doença mental, por isso muitas pessoas tiram conclusões extremas e precipitadas. Essas conclusões são normalmente baseadas na má informação e numa imaginação forte.
PERDER A SANIDADE MENTAL: A doença mental mais conhecida é a Esquizofrenia – mesmo a palavra já assusta uma pessoa normal. A esquizofrenia é um transtorno caracterizado por sintomas tão severos como problemas na fala, ter delírios ou convicções estranhas (muitas pessoas que sofrem desta doença dizem que ouvem vozes) e alucinações. Além disso a Esquizofrenia aparenta ter uma predisposição genética forte. A Esquizofrenia não é uma manifestação mental da síndrome do pânico.
Normalmente a Esquizofrenia começa muito suavemente e não de repente como os ataques de pânico. Adicionalmente, como está na família, só uma minoria das pessoas pode ficar com Esquizofrenia, e nas outras pessoas por muito estresse que tenham nada pode causar isso. O terceiro ponto importante é que as pessoas que ficam esquizofrênicas mostram sintomas durante toda a sua vida (como pensamentos pouco normais, diálogos floreados, etc.)
Vamos agora falar dos principais Mitos do Síndrome do Pânico:
1. PERDER O CONTROLE: Durante um ataque de pânico algumas pessoas tem medo de “perder o controle”. Esta perda de controle pode ser corporal, ou seja que os seus órgãos vitais vão desligar ou de perder o controle mental e da realidade. Muitas vezes, pessoas que odeiam ser embaraçadas em situações sociais é que sofrem mais disto. Perder o controle de atropelar um passante inocente enquanto dirige, ou pegar numa faca e matar a pessoa que está perto de si. Não se preocupe! Por muito alarmantes que esses pensamentos sejam você não vai cometer nenhum destes atos! Relaxe. A razão da pessoa ter esses pensamentos é porque sente o seu corpo fora de controle. A sua mente sente que se o seu corpo está fora de controle, a mente é a próxima da lista. A pessoa não vai perder a cabeça. Os ataques de pânico que teve em lugares públicos, ninguém nota nada e mostra uma aparência confortável. Por natureza nós somos animais sociais e temos pavor de ser vistos em algum tipo de situação embaraçosa. Saltar da cadeira numa reunião de negócios e começar a gritar por uma ambulância pode passar pela cabeça mas é improvável que isso aconteça. No fim de contas, mesmo se nos envergonhar-mos socialmente, não é o fim do mundo. Temos de aprender a ser mais calmos conosco. E se fizéssemos uma grande cena e passarmos por uma grande vergonha? A vida é demasiado curta para manter as aparências a toda a hora. Quanto mais honesto você for com os seus medos, menos pressão estará pondo nos seus ombros.
2. DESMAIAR EM PÚBLICO: A base do medo de desmaiar em público é que nos tornamos tão vulneráveis, especialmente se estivermos sozinhos. Quem vai olhar por nós enquanto estamos sem sentidos na rua? Também temos medo de desmaiar por ter tanto medo e de talvez nunca acordar mas sim entrar em coma. Os desmaios acontecem por falta de circulação sanguínea no cérebro. Quando desmaiamos o nosso corpo cai no chão e assim o sangue tem mais facilidade de chegar ao cérebro – esta é mais uma forma inteligente do organismo se proteger. Para simplificar, desmaiar durante um ataque de pânico é pouco provável devido a quantidade de sangue que está circulando. O coração bate mais rápido que o normal e o cérebro tem sangue suficiente. As tonturas sentidas durante um ataque de ansiedade são causadas pela respiração acelerada, e enquanto pode ser confuso para a pessoa, esse efeito é inofensivo e não leva ao desmaio.
3. ATAQUES CARDÍACOS: Quase todas as pessoas que tem ataques de ansiedade têm medo de ter algum problema no coração. Vamos olhar para os fatos. Os principais sintomas de problemas de coração são falta de ar e dores no peito, e as ocasionais palpitações e desmaios. Estes sintomas são geralmente relacionados com a intensidade do esforço físico. Isso quer dizer, quanto mais exercício faz, piores ficam os sintomas e quanto menos exercício fizer melhor. Os sintomas normalmente desaparecem rapidamente se o indivíduo descansar. Isto é muito diferente dos sintomas associados com os ataques de ansiedade. Certamente os sintomas de um ataque de ansiedade podem ocorrer durante o exercício, mas são diferentes dos sintomas de um ataque cardíaco que ocorrem frequentemente enquanto não se faz atividades físicas. O mais importante é que as doenças cardíacas produzem sempre cargas eléctricas no coração, que são facilmente detectadas por um eletrocardiograma. Nos ataques de pânico a única coisa que aparece num electrocardiograma é um leve aumento do batimento cardíaco. Por vezes existem pessoas que pensam da mesma forma sobre o batimento cardíaco e da respiração. As pessoas convencem-se a si próprias que quando se preocupam demasiado sobre o coração ou se concentram demasiado no ritmo do coração, pensam que o coração fica confuso e que ele se esquece como deve bater corretamente. É bastante comum as pessoas que sofrem de ataques de pânico monitorizarem regularmente os batimentos cardíacos para ver se o coração ainda está a funcionar. É verdade que nós podemos afetar o nosso batimento cardíaco através da mente. Quando nos concentramos podemos verificar um ou dois batimentos irregulares. Isso não é nada com que se preocupar. Lembre-se que os nossos corpos tem uma grande inteligência interna e só por querer que o seu coração pare isso não vai acontecer. Deve aprender a ficar mais confortável em relação ao seu coração, deixe ele fazer o trabalho dele. Tente ouvir o seu coração quando está relaxado e também quando faz exercícios. Quanto mais confortável você estiver com os diferentes ritmos cardíacos, mais confiança vai ter nele quando está com problemas. Se está com preocupação em relação a problemas de coração então faça um eletrocardiograma para ficar com a consciência tranquila. Se você fizer um eletrocardiograma e o médico diz que está tudo em ordem então pode assumir com segurança que não tem problemas cardíacos. Além disso, se os sintomas ocorrem em outras alturas sem esforço físico tem mais uma prova que não tem problemas cardíacos.
4. SENSAÇÃO DE IRREALIDADE E DESCONEXÃO: Este é um sintoma que não é muito falado na literatura dos ataques de pânico e de ansiedade. É o sentimento de irrealidade e de desconexão que alarma muitas pessoas pois pensam que podem perder o juízo e ficarem "loucas". As pessoas que tem ataques de pânico dizem muitas vezes que se sentem desconectadas do mundo e que parece que estão fora da realidade. Esta sensação é descrita como se o mundo se tivesse tornado uma mera projeção de um filme. Esta sensação é alarmante para as pessoas e muitas vezes leva a pessoa a pensar que houve alguns danos permanentes no seu cérebro, causando estas sensações. Uma manifestação típica deste caso é quando uma pessoa está conversando com alguém e de repente se sente muito isolada e fora da situação. Quando a sensação aparece ela pode ter um impacto tão grande que demora dias a desaparecer pois a pessoa não pára de pensar nisso. Isto não passa de um efeito secundário de demasiada ansiedade e vai desaparecer quando o seu corpo aprender a relaxar. Deve dar tempo a estas coisas e essas sensações vão calmamente diminuindo e desaparecendo, quando o corpo volta a relaxar.
Como vê o Síndrome do Pânico não é o fim do mundo e quando você começa a entender o problema têm mais força para o encarar.

(A) MANIFESTAÇÕES MENTAIS NA SÍNDROME DO PÂNICO:

Como já descrevi anteriormente sobre as manifestações físicas da Síndrome do Pânico o mecanismo ataque-fuga afeta o aspeto físico e mental. O objetivo do mecanismo de ataque-fuga é alertar a pessoa do perigo potencial que pode estar presente. Por isso, quando ele é ativado a prioridade mental é a de procurar por potenciais ameaças à sua volta. Esta reação está programada bem no fundo e é quase impossível de ignorar. É difícil concentrar-se em alguma coisa, pois a mente está treinada para procurar por todas as potenciais ameaças e não quer desistir até a ameaça ser identificada.
Um dos fatores que aumenta a intensidade das manifestações mentais e físicas dos ataques são os mitos da Síndrome do Pânico.  Estes rumores que se transformam em mitos dizem coisas erradas (que é possível morrer de um ataque de pânico, o que é totalmente falso) e isto só piora a situação de quem sofre deste problema.
Quando o pânico aparece, muitas pessoas procuram pelo caminho mais rápido e mais fácil para sair do local; saem da fila no banco e vão para fora. Algumas vezes a ansiedade pode aumentar se temos a impressão que sair nos vai causar algum tipo de embaraço social.
Se você tiver um ataque de pânico no local de trabalho mas acha que deve continuar com a tarefa que está a fazer, é normal você ter muitas dificuldades em se concentrar. É muito comum ficar com agitação e desconforto geral nessa situação.
Muitas pessoas que sofrem ataques de pânico ao longo dos anos indicaram que a luz artificial – como aquela que vem dos ecrãs dos computadores e das televisões – pode muitas vezes começar ou piorar o ataque de pânico, particularmente se a pessoa está cansada ou esgotada.
Vale a pena pensar nisso se trabalha durante períodos longos num computador. Você deve instalar lembranças frequentes no seu computador para se levantar da secretária e ir apanhar um pouco de ar fresco.
Quando se tem um ataque de pânico e não é encontrada nenhuma ameaça externa, a sua mente começa a olhar para dentro e considera possíveis doenças no corpo ou na mente das quais poderia estar a sofrer. Isto inclui pensar que comeu alguma coisa estragada ao almoço até à possibilidade de ter uma paragem cardíaca.
A pergunta importante é: Porque é que o mecanismo de ataque-fuga é ativado durante um ataque de pânico mesmo quando parece que não há nada para você se assustar? Após uma investigação mais profunda, parece que temos medo das próprias sensações – temos medo de perder o controle do nosso corpo. Estes sintomas físicos inesperados criam um medo ou pânico como se alguma coisa estivesse muito mal. Porque é que sente os sintomas físicos do mecanismo ataque-fuga quando não se tem medo?
Existem muitas formas destes sintomas se manifestarem e não só através do medo. Pode ser que a pessoa esteja muito estresse na sua vida e este estresse resulta num aumento da produção de adrenalina e de outros liberadores químicos que de vez em quando produzem estes sintomas.
Este aumento de adrenalina pode ser mantido químicamente no corpo mesmo depois do stress ter desaparecido. Outra possibilidade é a dieta, que afeta diretamente os nossos níveis de estresse. Cafeina em excesso, álcool e açúcar são conhecidos por aumentar o estresse no organismo. Emoções presas e não resolvidas são muitas vezes apontadas com um possível catalizador dos ataques de pânico, mas é importante dizer que não é preciso analisar a sua psique e entrar no seu sub-consciente para resolver os problemas de ataque de ansiedade.

(A) MANIFESTAÇÕES FÍSICAS DA SÍNDROME DO PÂNICO:

Quando sofremos da Síndrome do Pânico e quando temos um ataque de ansiedade existem várias manifestações mentais e físicas que ocorrem no nosso organismo. As principais manifestações físicas da Síndrome do Pânico são as seguintes:
- Nervosismo e efeitos químicos.
- Efeitos cardiovasculares.
- Efeitos respiratórios.
- Outros efeitos diversos.
Vamos aprofundar cada uma destas manifestações.
1. NERVOSISMO E EFEITOS QUÍMICOS:
Quando somos confrontados com o medo o cérebro manda sinais para o sistema nervoso. É o sistema que é responsável para preparar o corpo para a ação e também acalma o corpo e restaura o equilíbrio. Para executar estas duas funções vitais o sistema nervoso autônomo tem duas partes: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. O sistema nervoso simpático é aquele que nós conhecemos melhor porque é o que prepara o nosso corpo para a ação e aciona o sistema de ataque-fuga, enquanto que o sistema nervoso parassimpático é aquele que adoramos pois serve para restaurar o nosso sistema e retornar o corpo ao estado normal de relaxamento. Quando um destes sistemas são ativados eles estimulam todo o corpo e tem um efeito de tudo ou nada. Isto explica quando um ataque de pânico ocorre, a pessoa tem várias sensações pelo corpo.
O sistema simpático é responsável por liberar adrenalina das glândulas supra renais. Estas glândulas estão localizadas acima dos rins. As glândulas supra renais também liberam adrenalina que funciona como um mensageiro químico para o corpo estar a 100% (para fugir ou atacar). Quando um ataque de pânico começa não dá para desligar o sistema ataque-fuga tão rapidamente como ele foi acionado. Existe sempre um período com ansiedade aumentada e continua enquanto estes sinais viajam pelo corpo.
Depois de algum tempo o sistema nervoso parassimpático é acionado. O papel dele é retornar o corpo ao seu funcionamento normal depois do perigo iminente desaparecer. O sistema parassimpático é a parte do sistema nervoso do qual gostamos mais porque nos retorna ao estado de relaxamento e normalidade. Quando utilizamos uma técnica que aprendemos para diminuir a ansiedade, uma técnica de relaxamento por exemplo, estamos na realidade incentivando o sistema parassimpático a entrar em ação. Uma coisa boa da qual nós temos de lembrar é que este sistema vai entrar em ação mais tarde ou mais cedo, quer tentemos quer não. O corpo não continua numa espiral de ansiedade cade vez mais intensa. Chega a um ponto em que a ansiedade desliga e o corpo fica relaxado. Este é um dos vários sistemas que temos integrados no corpo para sobrevivermos. Mesmo se você se preocupar e estressar muito para manter o sistema nervoso simpático a funcionar ele vai acabar por parar. Com o tempo ele torna-se mais esperto que nós e percebe que na realidade não existe perigo. O nosso corpo é extremamente inteligente – a ciência moderna está sempre a descobrir novos padrões de inteligência que correm pelas células do nosso organismo. O nosso organismo parece ter uma infinidade de maneiras para lidar com um conjunto de funções muito complicadas que nós tomamos por certas. O principal objetivo do nosso organismo é viver bem e de saúde pelo máximo de tempo possível.

2. EFEITOS CARDIOVASCULARES: A atividade no sistema nervoso simpático aumenta o batimento cardíaco, acelera a circulação em todo o corpo, assegura que todas as áreas importantes para o reflexo ataque-fuga estejam com muito oxigênio. Isto acontece para preparar o corpo para a ação. Uma coisa fascinante do reflexo ataque-fuga é que o mecanismo manda o sangue de onde ele não é necessário (através da contração dos vasos sanguíneos) para os lugares onde ele é necessário, músculos dos braços, pernas e do tronco. Por exemplo, no caso de haver um ataque físico o sangue vem da pele, dedos, dedos dos pés e é movido para áreas ativas com as pernas e os músculos dos braços.
É por isso que muitas pessoas sentem falta de sensibilidade e formigueiros durante um ataque de pânico que são mal interpretados como um risco para a saúde, como o inicio de um ataque cardíaco. É interessante que as pessoas que sofrem de ataques de ansiedade pensam muitas vezes que tem problemas de coração. Se você tem mesmo essa preocupação então deve consultar o seu médico para verificar tudo. Assim você pode tirar conclusões e esquecer esse medo.

3. EFEITOS RESPIRATÓRIOS: Um dos efeitos mais chocantes do ataque de pânico é a falta de ar e a respiração rápida. É muito comum que durante um ataque de pânico a pessoa sintir um aperto no peito e na garganta. Eu acho que todos temos o medo de perder o controle da nossa respiração. A ansiedade aumenta por causa do medo que temos de parar de respirar. O pânico pode causar a uma paragem respiratória? Não.
Os ataques de pânico são associados a um aumento do ritmo respiratório e na quantidade de ar inspirado. Isto tem uma importância óbvia para a defesa do corpo pois os tecidos precisam de mais oxigênio para preparar para a ação. O que sentimos quando aumenta a respiração pode incluir a falta de ar, hiperventilação, sensações de falta de ar e mesmo dores e apertos no peito. O problema real é que estas sensações são estranhas para nós e não parecem naturais. Um efeito secundário importante da respiração mais rápida (especialmente quando não existe atividade física) é que a quantidade de sangue que vai para a cabeça diminui. Enquanto que esta diminuição de circulação para o sangue não é perigosa, ela produz uma variedade de sintomas desagradáveis mas que não fazem mal. Estes incluem tonturas, visão turva, confusão, sentimento de irrealidade e suores frios.

4. OUTROS EFEITOS FÍSICOS DOS ATAQUES DE PÂNICO: Existem outros efeitos produzidos pela ativação do sistema nervoso simpático, nenhuma das quais fazem mal. As pupilas dilatam para deixar entrar mais luz, o que pode resultar em visão turva e em “ver estrelas”, etc. Existe uma diminuição da salivação, resultando numa boca seca.
Existe uma diminuição da atividade no sistema digestivo, que muitas vezes dá náuseas, uma sensação pesada no estômago e mesmo prisão de ventre. Finalmente, quando os vários grupos musculares ficam tensos em preparação para o ataque-fuga isso pode resultar e várias sensações de tensão, por vezes transformando-se em dores e tremores. No geral o mecanismo de ataque-fuga ativa todo o metabolismo corporal. Por isso é que as pessoas sentem calores e suores pois este processo utiliza muita energia e depois a pessoa sente-se cansada e esgotada.
Gostaria de chamar a atenção sobre os mitos da Síndrome do Pânico porque existem rumores que dizem que um ataque de pânico pode causar a morte, o que é totalmente falso. Estes rumores ainda aumentam mais o medo que as pessoas têm da doença e não ajudam no tratamento da Síndrome do Pânico. Falaremos sobre esses Mitos posteriormente.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SINTOMAS DA SÍNDROME DO PÂNICO:

Existem vários sintomas da Síndrome do Pânico. Antes disso é necessário entender que a Síndrome do Pânico é uma doença do foro psicológico. Pode haver uma má interpretação dos sintomas o que leva a um agravamento da situação. Se você olhar para os sintomas e está à procura e quer encontrar um problema psicológico… você vai encontrar esse problema mesmo que ele não exista. Entrar em pânico porque você pensa que tem a Síndrome do Pânico acontece e isso vai piorar a sua situação se encarar a doença como incurável. O desafio do tratamento da Síndrome do Pânico não é uma tarefa impossível. Não se preocupe porque a Síndrome do Pânico é uma doença que tem tratamento e não são só necessários remédios ou medicamentos. A Síndrome do Pânico está ligada à ansiedade generalizada. Um ataque de pânico começa a ganhar força muitas horas antes do próprio ataque. Os ataques de pânico ganham força da ansiedade que se acumula ao longo das horas e dos dias. A ansiedade é definida como um estado de apreensão ou medo, provocado pela antecipação de uma ameaça, incidente ou situação, sejam elas reais ou imaginárias. A ansiedade é uma das emoções humanas mais comuns durante a vida. No entanto, a maioria das pessoas que nunca teve um ataque de pânico, ou extrema ansiedade, não consegue compreender a natureza assustadora dessa experiência.
Alguns dos sintomas da síndrome do pânico são: tonturas extremas, visão embaçada, formigueiro, falta de ar – e isso é apenas o começo! Quando estas sensações acontecem e as pessoas não sabem a razão, acham que contraíram uma doença ou algum grave problema mental. A ameaça de perder completamente o controle parece bastante real e, naturalmente, assustadora.
Estes são alguns dos sintomas da Síndrome do Pânico:
- Tonturas que levam ao pânico.
- Arrepios e calores seguidos de ansiedade.
- Falta de ar e apertos na garganta e no peito.
- Falta de conexão com o que se passa à sua volta.
- Preocupações obsessivas e pensamentos indesejados.
- Batimento cardíaco muito rápido e formigueiros no corpo.
- Um medo aterrorizador que o pânico vai fazer você passar dos limites.
Estas são algumas situações que podem acontecer a pessoas que tem Síndrome do Pânico:
- Ir parar ao pronto-socorro ou ao hospital porque pensou que estava a ter um ataque cardíaco, mas afinal era ansiedade.
- Medo de parar de respirar porque tem um aperto no peito e a respiração irregular.
- Medo de dirigir e ficar parada no trânsito, numa ponte ou num sinal vermelho.
- Nervosismo e medo de perder o controle e ficar maluca.
- Ter pensamentos ansiosos que não consegue parar.
- Desconforto em lugares fechados como shoppings, super mercados, cinemas, transportes públicos.
- Nervosismo e ansiedade em situações que antes eram normais.
A Síndrome do Pânico, ataques de pânico e ansiedade generalizada são problemas graves mas existem vários métodos de tratamento. Para eliminar totalmente os ataques de pânico o tratamento deve ser feito sem medicamentos pois são só formas temporárias de atenuar os sintomas. Também é bom desmistificar os mais variados mitos do Síndrome do Pânico, pois muitas pessoas espalham estas falsidades que não ajudam nada quem sofre deste grave problema.
Para um tratamento efetivo da Síndrome do Pânico é necessário entender a doença e criar uma mentalidade de calma e controle. Tentar resolver este problema com medicação não é uma solução permanente e só vai adiar o problema por tempo indefinido. Tudo isso é possível com alguma dedicação para entender melhor este problema e assim é possível vencer o problema da ansiedade.

(A) O QUE É A SÍNDROME DO PÂNICO?

As crises, que envolvem taquicardia e a sensação de morte iminente, são conseqüências da ansiedade patológica







Em uma crise de síndrome do pânico é caracterizada por boca seca, tremores, tonturas e um mal-estar geral, acompanhados pela sensação de que algo terrível irá acontecer. A pessoa sente que pode morrer ou enlouquecer nos minutos seguintes.
Esse transtorno é causado pela chamada ansiedade patológica. A ansiedade é um estado emocional natural, e é completamente normal o sentimento de querer antecipar o futuro para evitar perigos ou tentar controlar danos. O problema fica caracterizado quando essa ansiedade começa a causar sofrimento demais para a pessoa. A preocupação culmina nas crises, e a pessoa fica ainda mais ansiosa porque não sabe quando a próxima irá acontecer.
Geralmente, a síndrome do pânico acontece no começo da vida adulta, e aparece em situações de estresse, como pressões no trabalho, no casamento ou na família, em que a pessoa se sente desamparada. O transtorno é de duas a quatro vezes mais frequente nas mulheres, mas também pode ocorrer com sinais semelhantes nos homens. É claro que um único episódio de crise de ansiedade não caracteriza a síndrome do pânico, mas crises repetidas levam ao desenvolvimento do transtorno.
A maioria dos pacientes passa por vários médicos de especialidades diferentes em busca de uma resposta e do tratamento para tamanha ansiedade, sem saber ou, às vezes, aceitar, que tantos sintomas físicos sejam proveniente de problemas emocionais. Felizmente, o transtorno tem tratamento e, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação. Cada caso é especial, mas geralmente a pessoa é tratada com sessões de psicoterapia e medicamentos. Ela já começa a melhorar entre duas e quatro semanas, mas geralmente leva um ano para se recuperar. Raramente há cura espontânea e, apesar de muitas pessoas ainda colocarem em xeque a relevância de complicações psicológicas, a síndrome do pânico deve ser tratada como doença. Caso contrário, pode levar a complicações ainda maiores: depressão, desenvolvimento de outros transtornos de ansiedade, e abuso de álcool e/ou de sedativos, com prejuízos para a vida profissional, social e familiar.
Nos últimos tempos, um grande número de pessoas vêm sendo afetadas por esse terrível mal. Trata-se de uma situação limite, sempre relatada de forma extremamente dramática pelas pessoas que vivenciaram ou que ainda vivenciam tal situação.
Em geral, segundo relato das pessoas acometidas pela Síndrome do Pânico, instala-se o que vem sendo chamado de "medo do medo", isto é, o medo de que a crise retorne. Devido a um processo de associação, a partir da primeira crise, qualquer estímulo interno (uma dor, tonteira, alterações nos batimentos cardíacos, etc) ou externo (um lugar, um cheiro, túnel, ônibus, metrô, etc) pode remeter à situação das crises anteriores e funcionarem como o elemento-índice, desencadeador de uma nova crise. Nesse sentido, fazendo parte de um procedimento defensivo para evitar que novas crises ocorram, vão se produzindo diferentes tipos de fobia.
E assim vai se circunscrevendo um quadro cuja principal característica é um medo revestido de irracionalidade já que o medo é impalpável, invisível, ilógico.
Consequentemente, de uma maneira gradativa, a vida cotidiana das pessoas acometidas dessa síndrome, vai se tornando restrita. De tal forma as limitações vão se impondo que o resultado é uma dramática incapacidade de dirigir a própria vida. As mais simples tarefas, já tão familiares, tornam-se barreiras intransponíveis. As dificuldades vão surgindo de forma interrelacionada e aumentando progressivamente. Muitas pessoas perdem o emprego enquanto lutam contra esse mal. Subitamente se percebem inundadas por um sentimento de total impotência e incompetência, cujos motivos, até então invisíveis, começam a ser percebidos no meio social a partir dos gradativos fracassos que se infiltram, pouco a pouco, perpassando todos os setores da vida. As restrições vão se impondo sucessivamente a tal ponto que o indivíduo pode mesmo vir a se encontrar enclausurado em sua própria casa (agorafobia), inteiramente dependente de terceiros. Infelizmente um grande número de pessoas com a Síndrome do Pânico, devido à falta de informação e de acesso a tratamento adequado, buscam alívio no álcool e nas drogas.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

(A) DICAS PARA CONTROLAR A ANSIEDADE DE COMER:


A ansiedade é o nome que damos que àquela preocupação ou medo irracional sem motivo aparente que provoca dentre outras coisas compulsão alimentar, transtorno na conduta alimentar que leva o individuo a comer excessivamente, perdendo o controle sobre a quantidade de alimento que ingerem.
Para evitar essas crises de ansiedade onde o único que pensamos é atacar a geladeira, adote uma nova postura, como por exemplo, não espere ter muita fome para comer, tome um copo de água antes de cada refeição e prefira alimentos que você pode comer com as mãos, como frutas, paes, nozes, etc. A razão disso? Comer com as mãos os ajuda a aliviar o stress e consequentemente a ansiedade.
Evite comer alimentos cheios de açúcar e gordura, como bolachas, chocolates e frituras, tenha sempre a mão frutas e comida saudável. Escolha também produtos ricos em fibras que aumentam a sensação de saciedade e por ultimo, beba água, muita água sempre.