terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

(M) A lenda da criação dos pais

Conta-se que, quando Deus se dispôs a criar os pais, Ele se esmerou a tal ponto que atraiu a atenção de um anjo, que ficou a observá-Lo.

Deus começou fazendo um homem de estatura muito alta. O anjo vacilou um pouco, mas resolveu falar com o Criador:

Senhor, que tipo de pai é este? Se as crianças são baixinhas, por que um pai tão alto? Ele terá dificuldades para jogar bolinhas de gude sem se ajoelhar. Não poderá colocar uma criança na cama, nem beijá-la, sem ter que se curvar muito.

Deus sorriu e explicou que o pai precisava ser alto, para a criança ter alguém para enxergar, quando olhasse para cima.

Aí, Ele partiu para colocar mãos grandes e vigorosas no modelo. O anjo criou coragem e falou outra vez:

Senhor, desculpe-me. Mas mãos grandes são desajeitadas. Elas não vão conseguir abotoar botões pequenos, nem prender elásticos nos cabelos e nem retirar cisco do olho de uma criança. E como irão trocar fraldas num bebezinho?

Pensei nisso, respondeu Deus, com toda Sua paciência. Eu as fiz grandes o suficiente para segurar tudo o que um menino tira do bolso no fim do dia. E você verá, são pequenas o suficiente para segurar e acariciar o rosto de uma criança.

Depois, Deus começou a modelar as pernas. E as fez longas, esguias. E colocou ombros largos no protótipo de pai que estava criando.

O Senhor percebeu que fez um pai sem colo? Quando ele segurar uma criança, ela vai cair pelo vão das suas pernas! º tornou a censurar o anjo.

Deus continuou a modelar, com todo o cuidado e esclareceu:

Mães necessitam de colo. O pai necessita de ombros fortes para equilibrar um menino na bicicleta ou segurar uma cabeça sonolenta no caminho de casa, depois das brincadeiras do circo ou da ida ao parque.

E Deus colocou pés grandes. Os maiores pés que o anjo já tinha visto. Ele não se conteve:

Senhor, acha justo isso? Honestamente, o Senhor acha que esses dois pés vão conseguir saltar rápido da cama quando o bebê chorar?

E quando tiver que atravessar um salão de festas de aniversário de uma criança, então! No mínimo, com esses pés enormes vai esmagar umas três delas, até chegar do outro lado.

Eles vão ser úteis, foi explicando o bom Deus. Você verá. Vão ter força para sustentar uma criança que deseje ver o mundo, do alto do pescoço do pai. Ou que deseje brincar de cavalinho.

Vão dar passadas firmes e quando a criança as ouvir, subindo as escadas, em direção ao seu quarto, se sentirá segura, por saber que o pai logo mais estará ali, para abençoá-la, antes de se entregar ao sono.

Deus continuou a trabalhar noite adentro. Deu ao pai poucas palavras, porém uma voz firme, cheia de autoridade. Deu-lhe também olhos que enxergavam tudo, mas que continuavam calmos e tolerantes.

Contemplando sua obra de arte, Deus resolveu acrescentar um último detalhe. Tocou com Seus dedos os olhos do pai e colocou lágrimas que ele pudesse acionar, quando tivesse necessidade.

Aí, virou-se para o anjo e perguntou:

Agora, você está satisfeito em ver que ele pode amar tanto quanto uma mãe?

O anjo nada mais tinha a argumentar. Permaneceu em silêncio.

* * *

É de relevância a lição dos exemplos dos pais aos filhos, a par da assistência constante de que necessitam os caracteres em formação, argila plástica que deve ser bem modelada.

No compromisso do amor, estão evidentes o companheirismo, o diálogo franco, a solidariedade, a indulgência e a energia moral de que necessitam os filhos, no longo processo da aquisição dos valores éticos, espirituais, intelectuais e sociais.

Os deveres dos pais em relação aos filhos estão inscritos na consciência. Grande é a tarefa que lhes está reservada, no que tange aos deveres da educação dos Espíritos que lhes são confiados na qualidade de filhos da carne.

(E) Acadêmico negligente, profissional incompetente.

Prof. Chafic Jbeili*

A negligência acadêmica é uma das principais causas da incompetência profissional. E o mercado está abarrotado deste tipo oneroso, nocivo e repugnante de colaborador.

A pessoa cursou a graduação de qualquer jeito. Era desatenta por opção, ridicularizava as dinâmicas em sala de aula, ignorava as indicações de leituras que o professor sugeria; sempre dava um jeito de incluir seu nome no trabalho de outros colegas para não ficar sem nota; Quando não chegava mais tarde, saía mais cedo. Mal sabia preencher o formulário de avaliação ao final das aulas porque, na verdade, nunca quis aprender o significado e o valor da avaliação e do feedback ético e adequado.

Nas atividades suas colocações eram deslocadas, com perguntas mal elaboradas e raciocínio confuso, sem ligação coerente com o tema em debate. Seus textos eram mal escritos porque nunca desenvolveu o hábito de ler e por isso nunca desenvolveu a escrita ao ponto que convém a um profissional. Seu repertório de palavras sempre foi pobre, limitado a termos comuns, gírias da moda e palavras de baixo calão. Não entendia coisa nenhuma do que ouvia ou lia nos encontros, seminários, palestras, congressos e aulas com especialistas. Por isso comprou sua monografia ao invés de produzi-la.

Sua dinâmica na faculdade girava em torno do fato de estar inscrito em um curso superior e isso soava bonito para os amigos! A glória de ser “nível superior” ofuscava a importância de estudar. Seus interesses mais imediatos estavam saciados. Estudar pra quê? Sem visão empreendedora e de futuro desprezou ótima oportunidade em fazer sua network.

A pessoa se achava a mais esperta de todas, de um jeito ou de outro conseguia as notas mínimas para pular o semestre e assim se formou, na sombra de seus colegas e à vista grossa dos professores. Pegou o canudo e foi para o mercado de trabalho. Viu que no exercício de sua função as atividades corporativas eram coisas sérias e a pressão aumentava porque precisava saber bem aquilo que negligenciou aprender durante anos na faculdade.

Mas a pessoa não se dá por vencida, leva seu emprego na base da embromação e se matricula urgentemente em uma especialização das mais baratas possíveis e preferencialmente instantânea. Ingressa na pós-graduação não para aprofundar o que já sabia, pois nunca soube muita coisa, mas para tentar pegar algum material atualizado ou aprender algo daquilo que agora precisa saber urgente só para garantir seu emprego. Deslocada que é, insiste em se auto-iludir fazendo-se acreditar que pós-graduação é o mesmo que “supletivo de graduação” e professor é “consultor pessoal” para salvá-la de seu embuste.

Então, o acadêmico negligente se torna um pós-graduando improdutivo, infeliz consigo mesmo, com a vida, ingrato com tudo e com todos queixa-se da instituição, do professor, da mensalidade, da metodologia, dos colegas, da sala de aula, dos recursos didáticos, das apostilas, do mosquito que passa e até do estacionamento gratuito. Nada nunca se converterá em aprendizagem significativa porque a pessoa não aprendeu reconhecer significantes e abstrair algo daquilo que vivencia.

Aquele que foi estudante negligente tornou-se pós-graduando impaciente e improdutivo. Não se percebeu errante, por isso não se corrigiu e não aprendeu saber o ofício que precisava conhecer. Não estudou os recursos que estavam à sua disposição; não se preocupou em entender de gente e a lidar com recursos humanos. Agora, arrogante mais do que nunca, intenta merecer o grau colado, porém odeia saber em seu íntimo que só lhe resta, além do diploma reconhecido pelo MEC, aquilo que conseguiu construir na mediação acadêmica: nada! Sua reputação e emprego sempre estarão por um fio!

A inconsciente raiva de si mesmo embota seus sentidos e desloca sua zanga para um culpado qualquer que decide eleger conforme a intensidade de sua perversão naquele momento. Passa exigir dos professores resumões prontos, exemplos rápidos, “receitas de bolo” para poder aplicar imediatamente no seu trabalho e mostrar ao chefe e colegas que realmente fez jus ao diploma que apresentou na comprovação de título. Não aprendeu pensar para fazer e agora continua fazendo as coisas sem pensar, pois não tem tempo e o tempo sempre cobra caro o que as pessoas fazem sem ele.

Quem sabe um dia essa pessoa, estudante negligente, perceba que o seu maior medo é ter de encarar que no desperdício do tempo acadêmico presente a si mesmo se fez no futuro um profissional incompetente.

* Prof. Chafic Jbeili é teólogo com habilitação em filosofia, psicanalista, psicopedagogo, doutor honoris causa em psicanálise e homilética, professor de pós-graduação atua há 12 anos com treinamentos, palestras, seminários e aulas com temas em Educação, ensino-aprendizagem, recursos humanos, autoestima, qualidade de vida, clima organizacional, motivação, liderança, entre outros. é diretor da UNICEAD e ministra cursos online para gestores de RH, professores, psicólogos, psicopedagogos e demais educadores.www.unicead.com.br

(M) O mau impulso

Conta-se que um aldeão, homem rude, mas sincero, queixou-se ao sábio de que o mau impulso o dominava constantemente e o arrastava ao pecado.

Sabes montar a cavalo? Perguntou o sábio.

Sei, sim senhor, respondeu prontamente o aldeão.

E monto com muita perícia. Sei até lidar com cavalos bravios.Que fazes, quando te acontece de cair? Indagou o sábio.

Monto outra vez retrucou o homem com certa empáfia.

Pois bem: faz de conta que o mau impulso seja o cavalo disse o sábio, com um sorriso de inteligência.

Se caíres, torna a montar. No fim domarás o cavalo bravio e andarás pela vida sem receio.

Importante ensinamento esse, pois muitos são os que jogam a culpa de seus atos infelizes nos seus maus impulsos.

Dizem que a carne é fraca e com isso justificam os instintos negativos de toda ordem.

(...)

Desejando saber sobre as paixões ou impulsos que têm conduzido o homem a grandes conquistas mas também a grandes abismos, o codificador perguntou aos Sábios do espaço:

Será substancialmente mau o princípio originário das paixões, embora esteja na natureza?

"Não; responderam os imortais, a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem leva-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal."

(...)

Como se poderá determinar o limite onde as paixões deixam de ser boas para se tornarem más?
E a resposta: "as paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar.

Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governa-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem."

As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da providência.

Mas, se, em vez de as dirigir, deixa que elas o dirijam, cai o homem nos excessos e a própria força que, manejada pelas suas mãos poderia produzir o bem, volta-se contra ele e o esmaga.

Todas as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural. O princípio das paixões não é, assim, um mal, pois que assenta numa das condições providenciais da nossa existência.

A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento. Está no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como conseqüência um mal qualquer.

Toda paixão que aproxima o homem da natureza animal afasta-o da natureza espiritual.

Todo sentimento que eleva o homem acima da natureza animal denota predominância do espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição.

Como podemos perceber, o sábio tinha razão quando disse ao aldeão que quem devia conduzir o corcel era ele e não o inverso.

Quando não conseguimos segurar as rédeas dos impulsos, eles nos levam por caminhos difíceis e podemos nos ferir gravemente ou nos precipitar em abismos escuros e profundos.

Por todas essas razões, vale a pena domar esse cavalo bravio que muitas vezes tenta nos dominar.

***

A ambição é um exemplo de paixão que impulsiona o homem a grandes conquistas. Mas quando o homem se deixa por ela dominar, pode encontrar pela frente muita dor e sofrimento.

Pense nisso!
 

AFF é ...

"A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda."
-- Confúcio

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

(R) Posse dos deputados... Tiririca é o mais aplaudido...

Durante as chamadas dos eleitos, dois deputados, foram ovacionados pelos convidados que lotavam o local. Foram eles: Marco Maia (PT-RS) – atual presidente e candidato a manter-se no cargo com o apoio de 21 dos 22 partidos políticos que compõem a Casa; e o humorista e deputado federal eleito com o maior número de votos, cerca de 1,3 milhão, Francisco Everardo Oliveira Filho (PR-SP), o Tiririca.

VIVA A DEMOCRACIA!


(R) Curso para 500 mulheres

É INACREDITÁVEL - B I Z A R R O, ABSURDO - MAS É O "NOSSO BRASIL" !

Aconteceu no Ceará !

Curso para 500 mulheres .

Como o setor têxtil é de vital importância para a economia do Ceará, a demanda por mão de obra na indústria têxtil é imensa e precisa ser constantemente formada e preparada.
Diante disso, o Sinditêxtil fechou um acordo com o Governo para coordenar um curso de formação de costureiras.
O governo exigiu que o curso deveria atender a um grupo de 500 mulheres que recebem o Bolsa Família. De novo: só para aquelas que recebem o Bolsa Família.
O importante acordo foi fechado dentro das seguintes atribuições: o Governo entrou com o recurso; o SENAI com a formação das costureiras, através de um curso de 120 horas/aula; e o Sinditêxtil, com o compromisso de enviar o cadastro das formadas às inúmeras indústrias do setor, que dariam emprego às novas costureiras.
Pela carência de mão obra, a idéia não poderia ser melhor.
Pois bem. O curso foi concluído recentemente e, com isso, os cadastros das costureiras formadas foram enviados para as empresas, que se prontificaram em fazer as contratações.
E foi nessa hora que a porca torceu o rabo, gente. Anotem aí: o número de contratações foi ZERO. Entenderam bem? ZERO!
Enquanto ouvia o relato, até imaginei que o número poderia ser baixo, mas o fato é que não houve uma contratação sequer. ZERO.
Sem nenhum exagero. O motivo?
Simples, embora triste e muito lamentável, como afirma com dó, o diretor do Sinditêxtil: todas as costureiras, por estarem incluídas no Bolsa Família, se negaram a trabalhar com carteira assinada. Para todas as 500 costureiras que fizeram o curso, o Bolsa Família é um benefício que não pode ser perdido.
É para sempre. Nenhuma admite perder o subsídio

SEM NEGÓCIO.
Repito: de forma uníssona, a condição imposta pelas 500 formada s é de que não se negocia a perda do Bolsa Família. Para trabalhar como costureira, só recebendo por fora, na informalidade. Como as empresas se negaram, nenhuma costureira foi aproveitada.

Casos idênticos do mesmo horror estão se multiplicando em vários setores. 

QUEM ESTÁ CRIANDO ELEITORES DE CABRESTO, COMPRADOS ATÉ EM SUA DIGNIDADE , RECUSANDO-SE A TRABALHAR PELO SEU SUSTENTO ?

E QUEM PAGA O PATO,TODO MÊS 27,5 % ?