segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Dedicatória aos Amigos...
(Fernando Pessoa)
Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos
saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que
fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que
partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do
companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos
falar ao telefone e dizer algumas tolices... Até que os dias vão
passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos
perder no tempo.... Um dia os nossos filhos vão ver as nossas
fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que
eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! "
Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai
dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o
nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus
de um amigo.
E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes desde aquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E
perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste
humilde amigo: não deixes que a vida te passe em branco, e que pequenas
adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia
suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Não adianta se preocupar...
| Não adianta se preocupar com coisas sobre as quais você não tem controle. Quanto às coisas sobre as quais você tem o controle, faça algo para resolvê-las, em vez de ficar se preocupando. | |
| Stanley G. Allyn |
sábado, 20 de outubro de 2012
O PORTEIRO DO PUTEIRO
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Não havia no povoado pior emprego do que 'porteiro da zona'.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício. Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro disse: - A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços. - Eu adoraria fazer isso, senhor, balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever. - Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui. - Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
-
Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe
uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto
muito e que tenha sorte.
Dito isso, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta: - Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar. - Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar, já que... - Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo. - Se é assim, está bem. Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse: - Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim? - Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula. - Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece? Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa. - Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece? O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'. Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam os pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens. Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc ... E após foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas. Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse:
- É
com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra
de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta
nova escola.
- A honra seria minha, disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto. - O Senhor? disse incrédulo o prefeito. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto: - O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever? - Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: - Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria O PORTEIRO DO PUTEIRO !
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Geralmente as mudanças são vistas como adversidades, mas, adversidades podem ser Bênçãos.
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As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto. Lembre-se: DEUS irá abrir uma melhor.
Lembre-se da sabedoria da água:
'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Essa história é verídica, e refere-se a um grande industrial chamado...
Valentin Tramontina,
fundador
das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados,
produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca
própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente
brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica
no interior do Rio Grande do Sul.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Mundo Corporativo
Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.
A formiga era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se
ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse
supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos
relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A
primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada
e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para
ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para
organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O
marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também
gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O
marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a
área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a
uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma
cadeira especial.
A
nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente
(sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano
estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde
trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava
mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.
Mas,
o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual
a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma
prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico
da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía :
Há muita gente nesta empresa!!
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.

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